EDUCAÇÃO NOS DIAS DE HOJE

Educação de hoje; princípios de sempre

Educação nos Dias de Hoje

Pelo Professor Raphael – Língua Portuguesa - Ensino Médio

Segundo os dicionários, a educação consiste no “aperfeiçoamento das faculdades físicas intelectuais e morais do ser humano; disciplinamento, instrução, ensino”. Como qualquer conceito, dá-se seu significado, mas não os meios de alcançá-lo. Estes só se tomam conhecidos pela prática e pela relação direta com aquele que precisa ser educado, aperfeiçoado, disciplinado, instruído e ensinado. O debate, portanto, não deve se pautar sobre a educação em si; senão, sobre os processos intermediários a fim de obtê-la. Em outras palavras, não se pretende discutir modelos educacionais; senão, o que a facilita ou a dificulta nos dias de hoje.
Seja em casa, seja na escola, pais e professores têm enfrentado mais obstáculos para educar nos dias correntes do que os mais antigos enfrentam em décadas passadas. A afirmação não é inédita, mas, em meu caso, ganha maior relevância; afinal de contas, fui educado na década de 90 e noto enorme diferença. Hoje, como professor, sinto na pele (nos ouvidos, nos olhos e na cabeça) os contratempos diários do professor.

Mais do que em minha época, os adolescentes vivem cercados de recursos tecnológicos, visuais, interativos, que os fazem despender pouca atenção às aulas e aos estudos. Durante a aula, observam-se cenas de desatenção devido a mensagens de texto via celular; em casa, perde-se tempo de estudo por causa dos jogos eletrônicos ou da televisão; à noite, dorme-se pouco em razão das longas horas diante do computador (e não se trata de pesquisas ou afins).

Contra tudo isso, terá de lutar o professor em sala de aula; o que, convenhamos, não constitui tarefa fácil. A propósito, torna-se ainda mais árdua quando pais resolvem eximir-se do processo educacional transferindo a responsabilidade à instituição de ensino ou, pior, quando não dão limites a seus filhos e estimulam a sua irresponsabilidade. À medida que não se elaboraram noções básicas de convívio e de respeito no seio familiar, essas noções dificilmente serão obtidas num circulo maior como a escola.

A falta de senso dos estudantes requer correção, assim como sua boa postura merece estímulos. Pune-se o cão quando morde o dono; dá-se-lhe um biscoito quando aprende a portar-se. Certamente a comparação com tão simplório animal soa desagradável e ofensiva. Justifico-me com base na idéia de que todos somos animais e de que viveríamos como bichos se não fosse o contato com outros seres humanos que nos transferem informações e modelos comportamentais. Enquanto não se impuserem limites claros com diálogo e assertividade, o cão continuará urinando no lugar errado e o adolescente continuará desrespeitando o horário de uso do computador.

Pouco adianta a escola oferecer aulas dinâmicas e investir em novos expedientes tecnológicos. Do que adianta trazer a teoria para a prática ou expor uma figura geométrica em 3D se o adolescente teve apenas 5 horas de sono, se não foi bem alimentado, se não consegue lidar com as brigas diárias dos pais? Sempre se cobra a conscientização do  jovem; entretanto, ainda mais importante é exigir a dos seus responsáveis, porque, não funcionando a célula familiar, não se constituirá o tecido escolar; assim, haverá desagradáveis conseqüências no corpo social.

Portanto, precisamos nos sensibilizar para esta pedra fundamental: sem a família bem regida e organizada, não se educa de fato. Para que o processo de ensino seja mais produtivo e agradável, deve haver professores qualificados, estrutura física adequada e  orientação pedagógica; porém, esses fatores tornam-se inócuos sem que haja direcionamento e acompanhamento maciço dos responsáveis. Apenas por meio de seus exemplos e cobranças, o jovem preocupa-se com criar vida responsável e com tornar-se apto a assumir compromissos mais intensos que o preparem para capacitar-se, para sociabilizar-se e para viver com a dignidade de quem sabe mais do que fazer contas ou demonstrar fórmulas, sabe reconhecer o certo e o errado.

 

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